Dê sua opinião!

Como Você avalia a Segurança na BSC, Tendo em vista de tantos acidentes?
 

colunistas

Sinap

Avaliação do Usuário: / 4
PiorMelhor 

respeito_c3a9_bom_e_eu_gostoReforma Política é o nome dado ao conjunto de propostas de emendas constitucionais e revisões da lei eleitoral, com objetivo de melhorar o sistema eleitoral nacional, revisando a lei e proporcionando, segundo seus propositores, maior correspondência entre a vontade do eleitor ao votar e o resultado final das urnas.
A reforma política arrasta-se desde o governo FHC (1995 a dezembro de 2002) e também durante o governo do presidente Lula (janeiro de 2003 a janeiro de 2011).
A reforma continua sua via crúcis no Congresso Nacional, pois ela mexe com vários interesses políticos e com os chamados “caciques do poder”, sendo, portanto, objeto de muita resistência de parte de parlamentares, sejam eles os 513 deputados federais ou os 81 senadores.
Eles são eleitos para trabalhar pelo interesse do povo e justificar assim o salário base de R$ 26,7 mil, mais 13º, 14º e 15º salários, verba de gabinete, auxílio moradia, cotas para materiais gráficos, etc. Diante de tanto incentivo financeiro e mordomias, eles tentam  perpetuar-se  no poder. Seja no senado, que foi criado o senado em 1826, há 185 anos, ou na Câmara Federal.

FALTA DE RESPEITO COM O POVO BRASILEIRO.

No momento que os senadores e os deputados podem reerguer a credibilidade política com o povo brasileiro, fazem valer o velho jargão faça o que eu mando mais não faça o que eu faço. Segundo a pauta, com 12 itens, aprovada pela comissão da reforma política, eles querem reduzir o mandato do presidente, dos governadores e prefeitos de quatro anos para cinco anos sem direito a reeleição, entretanto, eles, os senadores, continuariam com oito anos, sem limite de mandatos. Nessa mesma linha seguem os deputados, o que é uma vergonha nacional!
As duas instituições não se diferenciam, quando se trata de defender interesses individuais. Cabe à sociedade pressionar para que ocorram mudanças que beneficiem o país. Entre essas mudanças, a de imposição de limites para os mandatos. Por exemplo, dois mandatos consecutivos de quatro anos para as duas casas legislativas.
Dessa forma, daríamos oportunidade a tantas outras cabeças pensantes que temos no país, fazendo rotatividade no Congresso Nacional, principalmente para dar oportunidades à nossa juventude, ao invés da hereditariedade do poder.

SUFOCANDO A DEMOCRACIA

Um país que quer avançar na consolidação da democracia, deveria também facultar o voto. Atualmente o eleitor que não vota e não justifica a ausência, sofre as punições previstas na lei Nº 4.961 do código eleitoral de 1966.  Por exemplo, não pode se inscrever em concurso público; não recebe vencimentos, remuneração, salário ou proventos, se o eleitor for funcionário público; não pode participar de concorrência pública; não pode obter empréstimo, desde que não se trate de instituição bancária privada; etc.
É importante que o Brasil realize uma ampla e democrática reforma política, primeiro passo para reformarmos as nossas instituições, de modo a torná-las mais democrática, eficientes e modernas.  
O Brasil precisa de instituições partidárias sólidas, com reforma política de verdade, que envolva o financiamento público de campanhas; rigor na constituição de partidos políticos, para que não se tornem legendas de aluguel, mas sem com isso ferir os princípios da democracia e do direito à participação das diversas opiniões e visões de mundo existentes na sociedade. Para que isso ocorra, os detentores do poder precisam cortar na própria carne, coisa que acho muito difícil.  
Se o povo não for para as ruas, mais uma vez prevalecerá uma reforma elaborada por eles e para eles.

Edézio Lima (Jacaré)             

Secretario geral do SINDICELPA- Sindicato de Celulose e Papel do estado da Bahia e Secretario de imprensa e comunicação do SINAP- Sindicato Nacional dos Papeleiros.

Adicionar comentário


Código de segurança
Atualizar

Venha também!

afilie-se

acordos

tv

Facebook_like_thumb

Denuncie Aqui

denncia